
JEITINHO BRASILEIRO NA TERRA DO TIO SAM
CONHEÇAM O VOCABULÁRIO DOS BRAZILIAN´S BOYS
A jornalista Leila Cordeiro, fez um comentário ponto e vírgula dos brasileiros na Terra do Tio Sam. No momento em que vários governos, especialmente na Europa, apertam o cerco em torno dos imigrantes ilegais, vai aqui a nossa homenagem àqueles milhares que chegam todos os anos aos Estados Unidos – NA MAIORIA BRASILEIROS - que, apesar da crise econômica que o país atravessa, ainda é o grande pólo de atração de gente do mundo inteiro. Chegam atrás do sonho americano. O aeroporto de Miami, por onde transitaram 35 milhões de pessoas no ano passado, é uma das portas de entrada, mas os imigrantes entram por diversos pontos da fronteira. Não importa de onde venham e de que maneira conseguem entrar. O que interessa conquistar um lugar ao sol no mercado de trabalho na Terra do Tio Sam (lavar carro, cortar grama, quebrar pedra, limpar telhado, etc.). Uma vida dura que a maioria acredita que um dia vai melhorar. Entidades brasileiras ligadas aos imigrantes, dizem que o número de brasileiros no Sul da Flórida deve estar entre 200 mil e 300 mil, sem contar os INDOCUMENTADOS que por motivos óbvios não aparecem em estatísticas.
Apesar de muitos estarem voltando às raízes, a comunidade brasileira cresceu tanto na região nas duas últimas décadas, que criou seu próprio comércio, elegendo as cidades vizinhas de POMPANO e DEERFIEL BEACH como seu reduto. Hoje existem plazas inteiras praticamente só com lojas de brasileiros, onde você encontra desde serviços de despachante, médico, advogado, dentista a salões de beleza, butique de roupas e sapatos, supermercados, padarias e restaurantes. Ou seja, o brasileiro não sente falta do tempero da terrinha. Se você perguntar a um desses imigrantes INDOCUMENTADOS porque deixou o Brasil, sua terra natal, para viver num país estranho com as dificuldades naturais da língua e dos costumes - muitas vezes se humilhando num subemprego -, ele responde sem vacilar que não teve oportunidade em seu país e, mesmo sabendo dos riscos que corre, alimenta a esperança de um dia se legalizar e viver plenamente como cidadão no exterior.
Há os que se arrependem, mas a maioria acha que fez a melhor escolha e mesmo tendo que trabalhar duro num emprego muito aquém da sua capacidade, se realizam quando vêem os filhos crescendo em segurança e com educação gratuita garantida. O jeitinho brasileiro não fica só na comida, na roupa, no carinho. Até mesmo a barreira do idioma, o brasileiro consegue ultrapassar, enquanto não aprende a língua de SHAKEASPEARE. Para isso é preciso dar um verdadeiro nó na língua, “INGLESANDO o português ou aportuguesando o inglês”. Ficou confuso? Então, veja se você entende esse verdadeiro dialeto inventado pelos brasileiros, o “PORTINGLISH”. Anote aí, quando chegar na Flórida e for ao reduto brasileiro, fale “PARQUEAR” , quando quiser estacionar o carro (vem do inglês “parking the car”). Botar a mesa é “SERAPEAR”, (do inglês “set up the table”). "Vacumn the carpet"(passar aspirador) em inglês, virou “VAQUEAR” o tapete. "Lay down the brick" (assentar pedra no chão) é “BRIQUEAR” (do inglês “brick”). E as duas expressões mais comuns desse dicionário quebra-galho são: “FAZER O CLEAN” (fazer a faxina) e estar " BISADO" (forma abreviada do inglês “business”). “Bisado”, alias, é como anda o imigrante INDOCUMENTADO, que tem que dar um duro danado para sobreviver na terra de Bush, onde, às vezes, nem mesmo o jeitinho brasileiro resolve.